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Os dez melhores filmes de 2016

dezembro 21st 2016  ·   0 Comentários

Três produções nacionais estão na lista encabeçada por um filme francês polêmico e surpreendente. Marvel também garante posição no ranking

Foi um ano intenso para quem gosta de cinema. Com recordes de bilheteria, como o registrado pela Disney ao se tornar o primeiro estúdio a faturar mais de US$ 7 bilhões em um ano, e lançamentos de muita qualidade. A lista dos dez melhores filmes é bem eclética e plural. Há blockbusters, filmes de Oscar, cinema nacional e produções europeias.

É claro que uma lista de melhores filmes do ano passa longe de qualquer unanimidade, mas esse ranking mimetiza o que de melhor foi produzido e lançado ao longo de 2016.

10 – “Spotlight: Segredos Revelados”

Spotlight

Spotlight

Foto: Reprodução

O vencedor do Oscar 2016 de melhor filme passou longe de ser uma opção unânime, mas era um candidato de bom senso. Isso porque o filme que remontou o trabalho investigativo de uma equipe de jornalistas de Boston para desbaratar um esquema de acobertamento de casos de pedofilia pela igreja é cinema de verve. Daquele bem filmado, com bons atores, roteiro ágil e tema importante.

9 – “Aquarius”

Aquarius

Aquarius

Foto: Reprodução

Presente nas listas da Cahiers Du Cinema e do New York Times, o filme de Kleber Mendonça Filho é um libelo à resistência. Melhor trabalho de Sonia Braga como atriz, o filme é um sensível, porém firme, retrato do envelhecimento e do valor à memória como escolha de vida. Cheio de grandes momentos e com um subtexto político vigoroso, “Aquarius” é cinema brasileiro provando que pode mais. Bem mais!

8 – “Carol”

Carol

Carol

Foto: Reprodução

O romance lésbico de Todd Haynes, ambientado nos anos 50, é tudo menos catártico. Há até cenas de sexo, mas elas têm mais ressonância emocional do que apelo físico. Plasticamente belo, “Carol” é um filme que se agiganta no trabalho de duas atrizes, Rooney Mara e Cate Blanchett, comprometidas com a verdade de suas personagens. Essa beleza que filtramos a partir de suas interpretações, torna a obra atemporal.

7 – “Capitão América: Guerra Civil”

Capitão América

Capitão América

Foto: Reprodução

O blockbuster da lista é um entretenimento do mais alto nível. “Guerra Civil” é a Marvel chutando bundas. Mostrando o porquê de ser a grande referência em conceito, afinal todo mundo quer um universo para chamar de seu, no cinema pipoca de hoje. O filme que opõe Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Steve Rogers (Chris Evans) tem estofo dramático, personagens bem fundamentados e algumas das cenas de ação mais empolgantes dos últimos tempos.

6 – “O Quarto de Jack”

O quarto de Jack

O quarto de Jack

Foto: Reprodução

Filme que une o drama mais universal, mãe e filho sequestrados, ao drama mais íntimo, a necessidade de se ajustar a um novo ambiente, e ainda reverbera o suspense, “O Quarto de Jack” é surpreendente a cada frame. Com uma atuação nada menos do que espetacular da revelação Jacob Tremblay, o filme de Lenny Abrahamson cativa o público com uma história genuinamente humana.

5 – “Julieta”

Julieta

Julieta

Foto: Reprodução

Mesmo quando não é um grande filme, uma obra de Pedro Almodóvar é um acontecimento cinematográfico. Em 2016, o cineasta espanhol voltou ao melodrama com “Julieta”, um filme que repisa alguns dos temas caros ao diretor, mas o faz com extrema qualidade narrativa e senso cênico. O drama da mãe desencontrada da filha é essencialmente almodovariano, mas o mestre espanhol consegue absorver de Hitchcock a Fellini em um filme cheio de nuanças e sensações.

4 – “Mate-me por favor”

Mate-me por favor

Mate-me por favor

Foto: Reprodução

A estreia como cineasta de Anita Rocha da Silveira é um soco no estômago. Sem falar do final do filme que nos priva o fôlego – como é bom reencontrar essa sensação no cinema -, a produção é engenhosa na combinação de referências do cinema de David Lynch ao cotidiano da classe média carioca. Um serial killer à solta na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, e a descoberta da sexualidade por uma adolescente se bifurcam de maneira imaginativa e irrevogável.

3 – “O Silêncio do Céu”

O silêncio do céu

O silêncio do céu

Foto: Reprodução

O terceiro brasileiro da lista comprova a internacionalização de nosso cinema. Se “Aquarius” e “Mate-me Por Favor” foram premiados lá fora, o filme de Marco Dutra é uma coprodução entre Brasil, Uruguai e Argentina. Um caso de violência sexual detona a discussão de relação mais inortodoxa do cinema contemporâneo em um filme em que os silêncios falam (muito) mais do que qualquer outra coisa.

2 – “O Demônio de Neon”

Demônio de Neon

Demônio de Neon

Foto: Reprodução

Esteta por vocação, o dinamarquês Nicolas Winding Refn exige que seu público compactue com seus devaneios visuais e narrativos. Quem topa a viagem, se depara com o cinema mais provocativo da atualidade. “Demônio de Neon” mergulha no competitivo e fetichista mundo da moda para devassa-lo de maneira surreal, imaginativa e deverás surpreendente. Espere náuseas, mas não espere consenso sobre o sentido e mesmo a qualidade do filme.

1- “Elle”

Elle

Elle

Foto: Reprodução

Um dos diretores mais importantes dos anos 80, Paul Verhoeven estava há dez anos sem lançar um filme. “Elle”, um organizado estudo sobre o caos interno de uma mulher vítima de estupro que se lança no desafio de descobrir a identidade de seu agressor, é um filme tão estupendo que preenche todos os anos de ausência do holandês responsável por filmes tão únicos como “Robocop” e “Instinto Selvagem”. Inteligente, agudo, sensual, psicanalítico, surpreendente… “Elle” é cinema que legitima a arte e vice-versa.

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