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Nova Spin Activ é aventura para a família

novembro 24th 2016  ·   0 Comentários

Em test-drive em Conservatória, minivan da Chevrolet mostra equilíbrio na estrada sem perder conforto

Rio – Bem sucedido e sem um concorrente direto, o Chevrolet Spin pode se dar ao luxo de experimentar propostas. Como a versão Activ, que dá ao veículo familiar ou de transporte (que também funciona como táxi) um perfil para aventura. Experimentamos a variante num vislumbre na Serra da Beleza, em Conservatória, distrito de Valença, na Região Sul Fluminense. E a percepção foi satisfatória.

O design da Spin já foi amplamente discutido. Preferimos não dar sequência a essas questões, até porque gosto é algo pessoal. Nessa versão aventureira, a minivan foi adornada com rack de teto, proteção plástica nos para-choques, molduras nas caixas de roda, rodas de alumínio de 16 polegadas e estepe na tampa do porta-malas.

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Vamos nos concentrar na proposta do veículo, que pensamos ser transportar pessoas e carga de maneira versátil, o que é feito com êxito. Na Activ, são apenas cinco lugares e porta-malas amplo, de 710 litros. Os passageiros têm boa acomodação nas duas fileiras e sobra espaço para levar todo o necessário para um boa viagem.

O capricho pensado para a distribuição de espaço não se repete no acabamento. O Spin não é um veículo ‘popular’ — custa a partir de R$ 70.390 —, mas exibe um interior simples, encontrado em produtos da própria Chevrolet com preço mais barato.

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A economia de escala na fabricação de peças tira a personalidade dos carros. Na prática, isso significa que quem já andou em outros GM reconhecerá o mesmo painel, comandos do ar-condicionado, molduras plásticas, entre outros detalhes. Tem até um banco de tecido com desenho personalizado, o que não dá para defender um título de interior exclusivo.

Para o motorista, a posição para dirigir é confortável, verificada nos cerca de 300 quilômetros rodados com a minivan. Ergonomia é obedecida no volante de boa empunhadura e estando as principais interações a mão. O revés são dois pontos, encontrados em quase toda a linha Chevrolet que oferece câmbio automático: não há descansa braço e borboletas no volante para troca de marcha.

DINÂMICA

Já que falamos do câmbio, vamos esclarecer o conjunto mecânico da Spin Activ: motor quatro cilindros 1.8 flex de 106/111 cv e 16,8/17,7 kgfm de torque (gasolina/etanol), combinado com a conhecida transmissão automática de seis marchas e tração dianteira. A direção é elétrica progressiva.

O desempenho da Spin Activ é regular, apropriado para o seu porte. Não espere uma performance diferenciada, pois não é essa a proposta, até porque sua estrutura não permite, por exemplo, fazer curvas com certa ousadia (a saída de traseira e inevitável).

Imagine um veículo para aquela viagem tranquila em família. É exatamente esse o perfil. Você tem aceleração e retomadas em padrões civilizados, com motor e transmissão se comunicando relativamente bem. Não adianta encher o pé no acelerador, pois só se ouvirá grito do propulsor sem a devida força proporcional.

Mas a versão aventureira entrega o barato extra das sutis modificações sofridas. As rodas de 16 polegadas, calçadas em pneus de uso misto mais largos que nas opções convencionais da Spin, proporcionaram um aumento da altura em relação ao solo de 8 mm. Some isso com acerto diferenciado de suspensão e redistribuição de peso para ter, na prática, melhor disposição para encarar estradas de terras com sinuosidades leves. Nesse momento, você se surpreende com o desempenho do carro, que não bate ou arrasta em qualquer vãozinho. As fotos que ilustram a matéria comprovam o feito dessa variante da minivan GM.

Outra boa percepção da Spin Activ foi o consumo de combustível. A nova calibração desse velho 1.8 rendeu uma média de 11 km/l, tanque abastecido com gasolina, ponderada entre cidade e estrada, esperado considerando seu porte e peso (essa versão é a mais pesada, com 1.275 kg). Mas o Inmetro, por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, condena a minivan, com nota ‘E’ na comparação relativa da categoria e ‘C’ na absoluta geral. O órgão registrou, com etanol, um consumo de 6,9 km/l na cidade e 8,4 km/l na estrada. Com gasolina os números são 10,1 e 12 km/l, respectivamente.

EQUIPAMENTOS

A Spin Activ, um veículo na faixa dos R$ 70 mil, não traz equipamentos diferenciados, oferecendo o que é meio que obrigatório no segmento como sensor de estacionamento traseiro e controle de cruzeiro. O ar-condicionado é simples e a central MyLink é da primeira geração, sem Android Auto/Apple CarPlay e câmera de ré. Tem navegação por setas somente em razão do OnStar (a falta do GPS não combina com um veículo proposto para aventura), o serviço de assistência pessoal da GM, que ainda é cortesia por um ano e depois passa a ser cobrado.

SERRA DA BELEZA

O nome correto é Serra da Taquara, mas ela é conhecida por Serra da Beleza. Localizada em Conservatória, a região é de interesse de ufólogos, além de já ter sido citada diversas vezes em revistas e jornais como local de acontecimentos extraterrenos e aparição de OVNI’s. Para apreciar a beleza do local, o melhor ponto é o Mirante da Serra (nas fotos), de onde é possível observar o Pico do Cavalo Ruço até a Torre da Igreja de Santa Rita de Jacutinga (MG). A vista também dá a amplitude do imenso Vale do Rio Preto.

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