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March CVT vai ágil e tranquilo

novembro 17th 2016  ·   0 Comentários

Nissan March Hatch com câmbio automático tem potência e desempenho sob medida, mas pouca sofisticação para o preço cobrado

Rio – Cansa ficar acionando pedal de embreagem em um trânsito “anda e para”, típico de grandes cidades. Essa fadiga tem aberto maior procura por carros com câmbio automático. Tais modelos estão se proliferando e se aperfeiçoando. No segmento dos compactos, a Nissan pôs na dupla March e Versa uma transmissão CVT. Experimentamos o hatch, que agradou por um lado e por um outro nem tanto.

O modelo em questão é o 1.6 SL CVT, topo de linha, que com a cor prata custa R$ 60.140. Espanta o valor que um compacto pode atingir no Brasil, pois mesmo com o incremento da confortável transmissão, além da lista de equipamentos, a conta não fecha. O motor associado é o conhecido 1.6 flex de 111 cv e 15,1 kgfm de torque.

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A lista de equipamentos do hatch é composta por rodas de liga de 16 polegadas, faróis de neblina, retrovisores externos com regulagem elétrica, ar-condicionado digital automático, alarme, bancos de tecido e central multimídia com plataforma Android e câmera de ré integrada. Leve isto em consideração e sente no banco do motorista para apreciar o interior do March topo.

Não há nada mal acabado ou com rebarbas aparentes, mas é tudo muito básico, sem sofisticação alguma, mesmo se tratando da melhor das versões. O painel em geral, quadro de instrumentos e desenho da alavanca de câmbio são todos bem simples. O ar-condicionado e a central multimídia são mais dignos de algum charme. Os botões dos vidros na porta do motorista, as saídas de ar, os bancos, também não apresentam graça.

Resta ao March SL CVT defender seu alto preço em movimento. Aqui estão os trunfos do pequeno. Testado somente no ambiente urbano, proporciona uma direção tranquila dada sua boa posição de dirigir mais o casamento agradável de motor e câmbio. Apostamos ser o seu maior valor, uma vez que no segmento encontramos soluções acochambradas para poupar o motorista da embreagem. A direção leve — esta elétrica progressiva — também contribui para o bem estar na experiência de dirigir o modelo fabricando em Resende.

Na prática, um carro ágil, com potência e desempenho sob medida, seguro nas curvas, e que não cansa ou aborrece o motorista. O isolamento acústico do hatch também é ponto favorável, neutralizando bem o que há de barulheira fora. O sistema de suspensão é regular, com margem para melhora quando o assunto é absorver irregularidades do piso. Um detalhe em particular para compartilhar: o ar-condicionado é muito eficiente, em meio ao forte calor do Rio até no primeiro nível de ventilação ele dá conta de climatizar o ambiente.

No programa de etiquetagem do Inmetro, o March 1.6 SL CVT consome, com etanol, até 7,8 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada. Com gasolina os números saltam para 11,7 e 14,5 km/l, respectivamente. O compacto tem nota A dentro da categoria e B na geral. Durante o nosso teste, todo ele urbano, abastecido com gasolina, a média ficou em 9,2 km/l.

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